Depende. Frequência de deploy é uma das quatro métricas DORA, e nenhuma delas faz sentido isolada. Dezoito deploys por semana podem indicar um time maduro ou um time apagando incêndio em produção.
As quatro métricas, em uma frase cada
- Frequência de deploy: com que regularidade o time coloca mudanças em produção.
- Lead time para mudanças: quanto tempo uma mudança leva do commit até a produção.
- Taxa de falha de mudança: que parte dos deploys gera incidente, rollback ou correção urgente.
- Tempo de recuperação: quanto tempo o time leva para restaurar o serviço depois de uma falha.
As duas primeiras medem velocidade. As duas últimas medem estabilidade. Um time saudável melhora as quatro ao mesmo tempo.
Três leituras para o mesmo número
| Cenário | Deploys/semana | Taxa de falha | Leitura |
|---|---|---|---|
| A | 18 | 8% | Em órbita |
| B | 18 | 35% | Fora da rota |
| C | 2 | 5% | Atenção |
No cenário A, o time entrega com frequência e estabilidade. No B, a frequência alta esconde retrabalho: boa parte dos deploys existe para corrigir o deploy anterior. No C, há estabilidade, mas cada entrega acumula risco porque fica grande demais.
Velocidade sem estabilidade é ruído. Estabilidade sem velocidade é risco acumulado.
Como começar a medir
- Defina o que é um deploy em produção no seu contexto e registre automaticamente no pipeline.
- Marque incidentes e rollbacks com o deploy que os causou.
- Meça por quatro semanas antes de definir qualquer meta. A linha de base vem antes do objetivo.
- Leve as quatro métricas juntas ao comitê, nunca uma só.
O que levar ao board
Investidores e conselhos não precisam dos números brutos. Precisam saber se o time entrega mais rápido sem quebrar mais. Um gráfico trimestral das quatro métricas, com uma frase de leitura, responde a essa pergunta melhor do que qualquer relatório extenso.