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P4 · Gestão de times

Seu time faz deploy 18 vezes por semana. Isso é bom?

Patrick Otto · NebullaCode08 out 20266 min de leitura

Depende. Frequência de deploy é uma das quatro métricas DORA, e nenhuma delas faz sentido isolada. Dezoito deploys por semana podem indicar um time maduro ou um time apagando incêndio em produção.

As quatro métricas, em uma frase cada

  • Frequência de deploy: com que regularidade o time coloca mudanças em produção.
  • Lead time para mudanças: quanto tempo uma mudança leva do commit até a produção.
  • Taxa de falha de mudança: que parte dos deploys gera incidente, rollback ou correção urgente.
  • Tempo de recuperação: quanto tempo o time leva para restaurar o serviço depois de uma falha.

As duas primeiras medem velocidade. As duas últimas medem estabilidade. Um time saudável melhora as quatro ao mesmo tempo.

Três leituras para o mesmo número

CenárioDeploys/semanaTaxa de falhaLeitura
A188%Em órbita
B1835%Fora da rota
C25%Atenção

No cenário A, o time entrega com frequência e estabilidade. No B, a frequência alta esconde retrabalho: boa parte dos deploys existe para corrigir o deploy anterior. No C, há estabilidade, mas cada entrega acumula risco porque fica grande demais.

Velocidade sem estabilidade é ruído. Estabilidade sem velocidade é risco acumulado.

Como começar a medir

  1. Defina o que é um deploy em produção no seu contexto e registre automaticamente no pipeline.
  2. Marque incidentes e rollbacks com o deploy que os causou.
  3. Meça por quatro semanas antes de definir qualquer meta. A linha de base vem antes do objetivo.
  4. Leve as quatro métricas juntas ao comitê, nunca uma só.

O que levar ao board

Investidores e conselhos não precisam dos números brutos. Precisam saber se o time entrega mais rápido sem quebrar mais. Um gráfico trimestral das quatro métricas, com uma frase de leitura, responde a essa pergunta melhor do que qualquer relatório extenso.