A maioria dos go-lives que dá errado não falha por causa do código. Falha porque ninguém perguntou, antes, se o monitoramento estava pronto, se havia plano de rollback ou se o atendimento sabia o que ia mudar.
Por que um checklist
Missões espaciais usam checklists porque a memória falha sob pressão. Lançar um sistema crítico é parecido: há muitas dependências, pouca margem e uma janela curta para decidir. Com um checklist, a decisão de go ou no-go deixa de depender de sensação e passa a seguir critérios.
Os quatro grupos de critérios
1. Técnico
- Testes de carga com volume acima do pico esperado
- Plano de rollback testado, com tempo estimado
- Migrações de dados validadas em ambiente de homologação
2. Operacional
- Monitoramento e alertas ativos para os fluxos críticos
- Escala de plantão definida para as primeiras 72 horas
- Runbook de incidentes revisado
3. Segurança
- Vulnerabilidades críticas corrigidas e validadas por novo teste
- Acessos de produção revisados
- Dados pessoais tratados conforme a LGPD
4. Negócio
- Atendimento e áreas impactadas treinados
- Comunicação aos clientes aprovada
- Critério de sucesso das primeiras duas semanas definido
Como decidir
| Situação | Decisão |
|---|---|
| Todos os itens ok | Go |
| Itens em atenção com plano e dono | Go condicionado |
| Qualquer item técnico ou de segurança em risco | No-go |
Adiar um go-live custa dias. Um go-live mal feito pode custar a confiança do cliente.
A versão completa, com 27 critérios, responsáveis e evidências esperadas, é usada pelo nosso mission control em todos os projetos de gestão. Peça a sua no diagnóstico.